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		<title>Os macacos do Museu Britânico</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Sep 2010 14:11:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>amr</dc:creator>
				<category><![CDATA[crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Nelson Moraes]]></category>

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		<description><![CDATA[Os macacos do Museu Britânico Nelson Moraes crônicas, textos curtos, sambas-enredo&#8230; Organização de Marconi Leal Edição do autor (1ª)/ 210 p./ 2010 pocket (10,5 x 14,8 cm) ISBN: não ESGOTADO preço: R$ 27,00 (já incluindo frete nacional por Carta Registrada) Veja outros livros de crônicas, Nelson Moraes Mais de um exemplar? Vários livros diferentes? Remessa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<table width="100%" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td style="border-right: 0 none; padding: 5px;" align="center" valign="middle" bgcolor="#ffffff" width="25%"><big><img src="http://www.osviralata.com.br/capas/capa_osmacacosdomuseubritanico.jpg" alt="" width="105" height="148" border="1" hspace="5" /></big></td>
<td style="border-right: 0 none; padding: 5px;" colspan="3" align="left" valign="top" bgcolor="#ffffff" width="50%"><span style="color: #000000;"><strong>Os macacos do Museu Britânico<big><br />
</big></strong></span>Nelson Moraes<br />
<span style="color: #000000;"><em>crônicas, textos curtos, sambas-enredo&#8230;<br />
</em></span><span style="color: #000000;">Organização de Marconi Leal</span><br />
Edição do autor (1ª)/ 210 p./<br />
2010<big><big><br />
</big></big>pocket (10,5 x 14,8 cm)<big><big><br />
</big></big>ISBN: não</td>
</tr>
<tr>
<td style="border-right: 0 none; padding: 5px;" align="center" valign="middle" bgcolor="#ffffff" width="25%">
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</big></strong>(já incluindo frete nacional por Carta Registrada)</span></td>
</tr>
<tr>
<td style="border-right: 0 none; padding: 5px 5px 30px;" align="right" valign="top" width="25%" height="3"><span style="color: #000000;">Veja outros livros de</span></td>
<td style="border-right: 0 none; padding: 5px 5px 30px;" colspan="3" align="left" valign="top" width="50%" height="3"><span style="color: #000000;"><strong><a href="http://osviralata.com.br/wp/?cat=8">crônicas</a>,<br />
<a href="http://osviralata.com.br/wp/?cat=5">Nelson Moraes</a></strong></span></td>
</tr>
<tr>
<td style="border-right: 0 none; padding: 5px;" align="left" valign="top" bgcolor="#ffffff" width="25%" height="120"><span style="color: #333399;"><strong>Mais de um exemplar?<br />
Vários livros diferentes?<br />
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<td style="border-left: 1px dotted #000000; border-right: 0 none; padding: 5px;" colspan="3" align="left" valign="top" bgcolor="#ffffff" width="50%" height="120"><strong>Milton Ribeiro entrevista Nelson Moraes. Link <a href="http://sul21.com.br/jornal/2010/11/entrevista-com-nelson-moraes-autor-de-os-macacos-do-museu-britanico/" target="_blank">aqui</a>.</strong>Nelson Moraes, juntamente com <a href="http://www.idelberavelar.com/" target="_blank">Idelber Avelar</a> e <a href="http://www.rafael.galvao.org/" target="_blank">Rafael Galvão</a>, detém a fama não oficial de melhor texto ou blogueiro da Internet brasileira. Se Idelber já publicou vários livros, a forma impressa era desconhecida para Nelson (e ainda o é para Galvão) até o lançamento do excelente e engraçadíssimo <em>Os Macacos do Museu Britânico</em>, que pode ser comprado no site da editora Os Viralata. Desde 2004 — o link acima é de seu mais recente blog — , Nelson faz exclusivamente o humor da melhor qualidade que fez tão popular o blog <a href="http://www.aomirante.net/" target="_blank">Ao Mirante, Nelson!</a></p>
<p>Porém, equivoca-se quem pensa que o humor do livro e de seu blog é simples. Não se enganem, apesar da entrevista abaixo: Nelson Moraes é altamente sofisticado, assim como seu humor, mistura de anarquia e erudição. A entrevista foi concedida através do MSN.</p>
<p><strong>Sul21</strong>: Como Harold Bloom, recém chegado ao país, classificaria <em>Os Macacos do Museu Britânico</em>?<br />
<strong>NM</strong>: Olha, acho que ele se tornaria rapidamente um recém saído do país, balbuciando “é esse tipo de livro que se lê aqui, céus?”</p>
<p><strong>Sul21</strong>: Mas o ensaísta não apenas é bastante citado como está inserido em <em>Os Macacos</em>, um livro de humor bastante peculiar. Aliás, é um livro de humor?<br />
<strong>NM</strong>: Pra você ver. Ele poderia me processar. Escapei de uma boa. Quanto ao gênero do livro, acho que ele é de humor na medida em que eu o publiquei pensando que ele fosse vender muito. Isso é ter ou não ter senso de humor?</p>
<p><strong>Sul21</strong>: Considerando-se que você é um autor estreante… Sim, é puro humor. Mas fale mais sobre como a obra poderia ser classificada.<br />
<strong>NM</strong>: Eu a classificaria como obra de autoajuda, mas o problema é que não tem foto de mulher pelada nele — já que a atividade masturbatória é a melhor forma de autoajuda que conheço.</p>
<p><strong>Sul21</strong>: Ah, excelente. Vamos então tratar dos textos. Eles vieram do blog <em>Ao Mirante, Nelson!</em> ou não? Foram revisados, ampliados ou são inéditos?<br />
<strong>NM</strong>: Vieram todos do blog <em>Ao Mirante, Nelson!</em>, desde 2004. Alguns poucos foram ajustados para não parecerem tão anacrônicos. De qualquer modo, registre-se o talento e a paciência do <a href="http://marconileal.opsblog.org/" target="_blank">Marconi Leal</a>, que compilou e revisou. Depois dessa provação ele já pode ser promovido a Dalai Lama.</p>
<p><strong>Sul21</strong>: No livro há stand-ups, sambas-enredo, ficções com personagens históricos e humor puro. O que dá mais trabalho?<br />
<strong>NM</strong>: Bom, o que deu mais trabalho foi me convencer que isso tudo junto daria um livro. Mas ainda bem que contei com o espírito quixotesco do Branco Leone, meu publisher, que, pelo visto, não liga muito pra dinheiro. Ele podia estar publicando Paulo Coelho. Ele podia estar publicando “O Segredo”. Mas não — resolveu apostar em “Os Macacos do Museu Britânico”. É muita abnegação.</p>
<p><strong>Sul21</strong>: Mas quem disse que deu um livro?<br />
<strong>NM</strong>: Boa colocação. Mas ainda assim eu o chamaria de <em>O Livro Vermelho de Pensamentos do Camarada Almirante. Vermelho</em>, no caso, se formos pensar na conta bancária de meu editor depois do lançamento.</p>
<p><strong>Sul21</strong>: <em>Os Macacos</em>, se podemos falar sério a respeito, é um livro muito peculiar, pois em certos trechos é muito erudito e noutros, é escrachado.<br />
<strong>NM</strong>: Se fôssemos falar da erudição dele, eu diria que ele é um almanaque — já que todas as citações eruditas ali são mesmo de almanaque. Se fôssemos falar de humor, eu diria que ele é um livrinho de piadas, desses que se compram em banca. Talvez ele seja uma mescla disso. Só que com acabamento (e capa) de primeira.</p>
<p><strong>Sul21</strong>: Você é excessivamente humilde e está me causando problemas. Vou ter de me esmerar na introdução à entrevista…<br />
<strong>NM</strong>: “Se esmerar na introdução” é alguma gíria gaúcha para desvirginar alguém? Ah, sim. Porque eu sou autor estreante. Virgem, portanto. Entendi.</p>
<p><strong>Sul21</strong>: Hum… Deixa assim. Não vi nenhum almanaque tornar Ulisses, de Joyce, um samba-enredo. Nem citar gregos. Ou ficar fazendo ficções a respeito da honra dos editores.<br />
<strong>NM</strong>: Se pensarmos bem, Ulisses, gregos e ficção já estavam na obra do Homero. Eu só plagiei, milênios depois. E ainda cobrei 27 reais o exemplar.</p>
<p><strong>Sul21</strong>: OK, mas há stand-ups de Machado, a criação do mundo vista pelos olhos do Manhattan Connection…<br />
<strong>NM</strong>: Machado já morreu há mais de cem anos, mas o Lucas Mendes sempre pode pensar numa ação judicial contra mim. Só de pensar nisso eu já torço pra que o livro nunca entre numa lista de best sellers. Melhor não dar a idéia, né?</p>
<p><strong>Sul21</strong>: Aliás, Lucas e seus comparsas foram captados em detalhe. Será que a abertura do programa diz mesmo I´m demented?<br />
<strong>NM</strong>: Sim, eu não sei se é aquilo mesmo que o cara sussurra na musiquinha do programa, mas se a versão é mais interessante que o fato — publique-se a versão. Aprendi isso em “O Homem que Matou o Facínora”.</p>
<p><strong>Sul21</strong>: Interessante… O que J. Cesário, revisor particular, alteraria em seu livro?<br />
<strong>NM</strong>: Ele é pouco exigente, acho que alteraria só umas duas coisinhas. O título e o conteúdo, por exemplo.</p>
<p><strong>Sul21</strong>: Você poderia descrever rapidamente seu livro na linguagem de David Lynch?<br />
<strong>NM</strong>: A tratada se obra de uma compilação de humor de textos, muitos infames deles, e nesta ordem não necessariamente.</p>
<p><strong>Sul21</strong>: Hum, interpretei. E seria mais simples descrevê-lo imitando von Trier, Woody Allen ou Polanski?<br />
<strong>NM</strong>: Acho que o Ronald Golias. Ou Renato Aragão.</p>
<p><strong>Sul21</strong>: Parece-me inútil tentar extrair alguma informação de meu entrevistado.<br />
<strong>NM</strong>: Você está entrevistando alguém? Espero que eu não esteja atrapalhando!</p>
<p><strong>Sul21</strong>: hahahaha<br />
<strong>NM</strong>: Se quiser eu refaço a penúltima resposta, pra não parecer que estou boicotando…</p>
<p><strong>Sul21</strong>: Não, a resposta foi ótima. Apenas fico pensando na ideia que nossos leitores ficarão de sua obra. É um bom livro!<br />
<strong>NM</strong>: Fico pensando qual a idéia que seus leitores terão de seu jornal, após esta entrevista…</p>
<p><strong>Sul21</strong>: E eu fico pensando em meus chefes.<br />
<strong>NM</strong>: Sim, e na carta de demissão.</p>
<p><strong>Sul21</strong>: Grave. Como é que você conseguiu escrever mais de 200 páginas?<br />
<strong>NM</strong>: Rapaz, nada que uma boa diagramação e uma paginação esperta não consigam.</p>
<p><strong>Sul21</strong>: A propósito, você viu o último filme de Arnaldo Jabor?<br />
<strong>NM</strong>: Não, o máximo de sadomasoquismo que eu pratico é chicote com prego na ponta. Não chego a esses requintes.</p>
<p><strong>Sul21</strong>: E como você vê minha decisão de entrevistá-lo para o <strong>Sul21</strong>?<br />
<strong>NM</strong>: Com esta entrevista, você me lembra um camicase atirando seu avião a toda velocidade rumo à morte certa. Com a diferença que os camicases acreditavam em paraíso xintoísta, e você é ateu, não é?</p>
<p><strong>Sul21</strong>: Sim, sou. E acho melhor acabar aqui mesmo, certo?<br />
<strong>NM</strong>: Caramba, agora que eu estava esquentando.</p>
<p><strong>Sul21</strong>: Acho que e entrevista ficou (bem) diferente e inútil.<br />
<strong>NM</strong>: Então. inauguramos a antientrevista! Isso é histórico! E se seu jornal só tem leitor comunista, eles vão ficar meio putos, esses caras não gostam de perda de tempo!</p>
<p>&nbsp;</td>
</tr>
</tbody>
</table>
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		<title>Incompletos</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Aug 2010 15:25:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>amr</dc:creator>
				<category><![CDATA[Albano Martins Ribeiro]]></category>
		<category><![CDATA[contos]]></category>

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		<description><![CDATA[Incompletos Albano Martins Ribeiro contos com ilustração de Eduardo SchaalEdição do autor (6ª)/ 100 p./ 2008 pocket (10,5 x 14,8 cm) ISBN: não ESGOTADO preço: R$ 18,00 (já incluindo frete nacional por Carta Registrada) Veja outros livros de contos, Albano Martins Ribeiro Mais de um exemplar? Vários livros diferentes? Remessa internacional? Deixe um recado na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<table width="100%" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td style="border-right: 0 none; padding: 5px;" align="center" valign="middle" bgcolor="#ffffff" width="25%"><big><img src="http://www.osviralata.com.br/capas/capa_incompletos_pkt.jpg" alt="" width="105" height="148" border="1" hspace="5" /></big></td>
<td style="border-right: 0 none; padding: 5px;" colspan="3" align="left" valign="top" bgcolor="#ffffff" width="50%"><span style="color: #000000;"><strong>Incompletos<big><br />
</big></strong></span>Albano Martins Ribeiro<br />
<span style="color: #000000;"><em>contos<br />
</em></span><span style="color: #000000;">com ilustração de Eduardo Schaal<big></big></span>Edição do autor (6ª)/ 100 p./<br />
2008<big><big><br />
</big></big>pocket (10,5 x 14,8 cm)<big><big><br />
</big></big>ISBN: não</td>
</tr>
<tr>
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<h3><span style="color: #ff0000;"><strong>ESGOTADO</strong></span></h3>
</form>
</td>
<td style="border-right: 0 none; padding: 5px;" colspan="3" align="left" valign="top" bgcolor="#ffffff" width="50%"><span style="color: #000000;">preço: <strong>R$ 18,00<big><br />
</big></strong>(já incluindo frete nacional por Carta Registrada)</span></td>
</tr>
<tr>
<td style="border-right: 0 none; padding: 5px 5px 30px;" align="right" valign="top" width="25%" height="3"><span style="color: #000000;">Veja outros livros de</span></td>
<td style="border-right: 0 none; padding: 5px 5px 30px;" colspan="3" align="left" valign="top" width="50%" height="3"><span style="color: #000000;"><strong><a href="http://osviralata.com.br/wp/?cat=7">contos</a>,<br />
<a href="http://osviralata.com.br/wp/?cat=6">Albano Martins Ribeiro</a></strong></span></td>
</tr>
<tr>
<td style="border-right: 0 none; padding: 5px;" align="left" valign="top" bgcolor="#ffffff" width="25%" height="120"><span style="color: #333399;"><strong>Mais de um exemplar?<br />
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<td style="border-left: 1px dotted #000000; border-right: 0 none; padding: 5px;" colspan="3" align="left" valign="top" bgcolor="#ffffff" width="50%" height="120"><strong>&#8220;Irretocável&#8221;</strong><big><br />
</big>clique&gt; <span style="color: #8080ff;"><a href="http://pirao.wordpress.com/2008/01/03/livros/" target="_blank"><em>Marcos VP</em></a></span><strong>• • •</strong><strong> </strong><strong>Por que ler Albano Martins Ribeiro</strong><big><br />
</big>clique&gt; <span style="color: #8080ff;"><a href="http://marconileal.opsblog.org/2009/05/12/por-que-ler-albano-martins-ribeiro/" target="_blank"><em>Marconi Leal</em></a></span></p>
<p><strong>• • •</strong></p>
<p><strong>Algo a ver com mérito, Raduan Nassar e ambição</strong><br />
<span style="color: #8080ff;"><a href="http://www.polzonoff.com.br/" target="_blank"><em>Paulo Polzonoff Jr</em></a></span></p>
<p><em>(&#8230;) Não consigo deixar de dizer que [o livro] é bom como um Raduan Nassar.<br />
Incompletos me fez pensar em mérito e justiça – dois conceitos que têm me encantado ultimamente. O mundo literário não é meritocrático, de modo algum. Mas, ora, a vida tampouco é meritocrática. Ou justa. Os melhores nem sempre são exaltados. (&#8230;)<br />
Por que um bom escritor como Albano Martins Ribeiro é obrigado a publicar seus livros de maneira quase artesanal, enquanto vários escritores sofríveis recebem prêmios e são louvados como gênios que jamais serão? Afinal, quem é o desgraçado que calibra esta balança? Qual é a lógica por trás dela?</em></p>
<p><em>É improvável que Incompletos vá causar o mesmo efeito em alguém. Até porque este não é o propósito da coletânea de textos. Há amor e sexo e a confusão entre uma coisa e outra. E há diálogos e falta de diálogos e personagens deliciosamente ambíguos e situações que deixam o leitor de boca aberta quando se chega ao ponto-final. Raduan Nassar, Raduan Nassar. Cheguei ao fim do livro pensando que Incompletos bem poderia ter sido escrito por Raduan Nassar. Se isso é um elogio? Pode ser.</em></p>
<p><strong>• • •</strong></p>
<p><strong>&#8220;Entre a bem-humorada indulgência e a absoluta crueza&#8221;<br />
</strong><em>Milton Ribeiro</em></p>
<p><em>De todos os autores que apareceram através dos blogs, Albano é o que mais gosto. E não li poucos.<br />
Vamos começar pelo título do livro. Fico na dúvida se Incompletos é uma referência aos personagens do livro — sempre em busca do outro (em alguns casos em fuga) —, ou se aponta para a estrutura voluntariamente fragmentária dos contos. É um belo título. E um belo livro.</em></p>
<p><em>Os contos são curtos, parecem instantâneos de um fotógrafo muito indiscreto. São muito bem escritas “cristalizações do fugidio” amoroso, como diria Érico Verissimo, contadas na voz característica do autor, entre a bem-humorada indulgência e a absoluta crueza. A única coisa que me perturbou na coletânea foi a história da qual gostei mais. &#8220;Sexta à noite, no purgatório&#8221; é a maior narrativa do volume — 28 páginas —, a mais fragmentária e a que me causou a estranha sensação de pertencer a algo maior, que não nos foi dado a conhecer&#8230;</em></p>
<p><em>Queria mais, parece haver mais. Haverá? Talvez seja porque a mim, o sarcástico narrador deste conto fez lembrar o extraordinário narrador da obra-prima Homo Faber, de <span style="color: #8080ff;"><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Max_Frisch" target="_blank">Max Frisch</a></span>. Mas isso é problema meu. <span style="color: #8080ff;"><a href="http://www.verbeat.com.br/blogs/bereteando/" target="_blank">Tiago Casagrande</a></span>, ao comentar o livro, escreveu que Incompletos era um livro rarefeito, daqueles que nos deixam com mais dúvidas que esclarecimentos. Perfeito. Quem quiser verdades estabelecidas que vá a outro quintal, quem quiser o prazer da leitura que venha aqui.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>• • •</strong></p>
<p><strong>&#8220;Humor, ironia, wit&#8221;<br />
</strong><em>Nicomar Lael</em></p>
<p><em>Incompletos consegue surpreender, feito louvável numa época em que, justamente pela ânsia de alcançar tal objetivo, nada mais surpreende. Composto de contos que, no entanto, pela uniformidade da temática e a exemplo do que acontece com o Dubliners de Joyce, o Decameron ou os Canterbury Tales, deixam um gosto de novela, foi dos poucos livros deste século que li com real interesse pelas personagens. Sim, pois, apesar do que espalham por aí, também às vezes tenho coração.</em></p>
<p><em>Porém, toda a admirável técnica do sr. Ribeiro no manejo das personagens e seu preciso estilo seriam embalde, caso não houvesse em Incompletos aquilo que, como disse antes, é uma das inúmeras pedras de tropeço de nossos coevos: humor, ironia, wit. O humor do sr. Ribeiro, já conhecido de seu livro de crônicas “Os melhores (e alguns dos piores) textos de Branco Leone” se mostra nesta nova obra de uma sofisticação quase pedante. Daí ter dito que o autor segue após Machado.</em></p>
<p><em>Também de Machado é sua atenção à micropsicologia, o delineamento do caráter dos protagonistas ou de sensações e sentimentos através de detalhes de pensamentos ou impressões fugazes, aparentemente gratuitos. E os diálogos? Os diálogos do sr. Ribeiro parecem querer dizer: “Eis aqui, rabaças da Mercearia São Pedro, como é que se escrevem diálogos.&#8221;</em></p>
<p><em>Afora isso, contudo, pode-se dizer de Incompletos aquilo que Bandeira disse da poesia de Lêdo Ivo: há nele “muita magia poética”.</em></p>
<p>Mais, <a href="http://antimarconileal.wordpress.com/2007/12/09/incompletos-1/" target="_blank">aqui</a> e <a href="http://antimarconileal.wordpress.com/2007/12/17/incompletos-2/" target="_blank">aqui</a>.</p>
<p><strong>• • •</strong></p>
<p><strong>&#8220;Provocante&#8221;<br />
</strong><em>Daniel Brazil</em></p>
<p><em>Acabei de ler um dos livros mais provocantes do ano. Incompletos, de Albano Martins Ribeiro, lançado através do projeto alternativo-independente Os Viralata. Bem escrito, fluente, urbano e neurótico, não padece dos males mais comuns dos jovens escritores internáuticos: o giro em torno do próprio umbigo ou de personagens superficiais e esquemáticos. Albano vai fundo em poucos parágrafos, em contos curtos e afiados. A história mais longa revela um personagem fascinante, misto de desencantado-com-a-vida com cínico profissional, com fissuras emocionais aqui e ali, que disseca a mundanidade de um evento social ao mesmo tempo em que persegue uma lembrança feminina. Muito bom.</em></p>
<p>Mais, <a href="http://danbrazil.wordpress.com/2007/12/15/incompletos/" target="_blank">aqui</a>.</p>
<p><strong>• • •</strong></p>
<p><strong>Zero Hora &#8211; RS<br />
</strong><em>Tiago Casagrande</em></p>
<p><em>Incompletos é uma concisa e cativante reunião de contos sobre sexo e relacionamentos &#8211; um livro rarefeito, daqueles que nos deixam mais com dúvidas a respeito dos humanos do que ajudam a entendê-los.</em></p>
<p>Mais, <span style="color: #8080ff;"><a href="http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default2.jsp?uf=1&amp;local=1&amp;source=a1751964.xml&amp;template=3898.dwt&amp;edition=9221&amp;section=856" target="_blank">aqui</a></span>.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
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		<item>
		<title>Os melhores (e alguns dos piores) textos de Branco Leone</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Aug 2010 15:22:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>amr</dc:creator>
				<category><![CDATA[Albano Martins Ribeiro]]></category>
		<category><![CDATA[crônicas]]></category>

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		<description><![CDATA[Os melhores (e alguns dos piores) textos de Branco Leone Albano Martins Ribeiro crônicas (ou coisa parecida) &#160; Edição do autor (6ª)/ 100 p./ 2008 pocket (10,5 x 14,8 cm) ISBN: não preço: R$ 18,00 (já incluindo frete nacional por Carta Registrada) Veja outros livros de crônicas, Albano Martins Ribeiro Mais de um exemplar? Vários [...]]]></description>
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<tbody>
<tr>
<td style="border-right: 0 none; padding: 5px;" width="25%" align="center" valign="middle" bgcolor="#ffffff"><big><img style="border: 1px solid black; margin-left: 5px; margin-right: 5px;" src="http://www.osviralata.com.br/capas/capa_brancoleone_pkt.jpg" border="1" alt="" hspace="5" width="105" height="148" /></big></td>
<td style="border-right: 0 none; padding: 5px;" colspan="3" width="50%" align="left" valign="top" bgcolor="#ffffff"><span style="color: #000000;"><strong>Os melhores (e alguns dos piores) textos de Branco Leone<big><br />
</big></strong></span>Albano Martins Ribeiro<br />
<span style="color: #000000;"><em>crônicas (ou coisa parecida)<br />
</em></span><span style="color: #000000;"> </span>&nbsp;</p>
<p>Edição do autor (6ª)/ 100 p./<br />
2008<big><big><br />
</big></big>pocket (10,5 x 14,8 cm)<big><big><br />
</big></big>ISBN: não</td>
</tr>
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<td style="border-right: 0 none; padding: 5px;" width="25%" align="center" valign="middle" bgcolor="#ffffff">
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<td style="border-right: 0 none; padding: 5px;" colspan="3" width="50%" align="left" valign="top" bgcolor="#ffffff"><span style="color: #000000;">preço: <strong>R$ 18,00<big><br />
</big></strong>(já incluindo frete nacional por Carta Registrada)</span></td>
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<td style="border-right: 0 none; padding: 5px 5px 30px;" width="25%" height="3" align="right" valign="top"><span style="color: #000000;">Veja outros livros de</span></td>
<td style="border-right: 0 none; padding: 5px 5px 30px;" colspan="3" width="50%" height="3" align="left" valign="top"><span style="color: #000000;"><strong><a href="http://osviralata.com.br/wp/?cat=8">crônicas</a>,<br />
<a href="http://osviralata.com.br/wp/?cat=6">Albano Martins Ribeiro</a></strong></span></td>
</tr>
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<td style="border-right: 0 none; padding: 5px;" width="25%" height="120" align="left" valign="top" bgcolor="#ffffff"><span style="color: #333399;"><strong>Mais de um exemplar?<br />
Vários livros diferentes?<br />
Remessa internacional?</strong></span><br />
<span style="color: #999999;"><strong>Deixe um recado na caixa de comentários no pé da página.</strong></span>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #adbfcb;"> </span></td>
<td style="border-left: 1px dotted #000000; border-right: 0 none; padding: 5px;" colspan="3" width="50%" height="120" align="left" valign="top" bgcolor="#ffffff"><strong> </strong><strong>&#8220;O livro mais engraçado que eu li nos últimos anos&#8221;</strong><big><br />
</big>clique&gt; <span style="color: #8080ff;"><a href="http://pirao.wordpress.com/2008/01/03/livros/" target="_blank"><em>Marcos VP</em></a></span>&nbsp;</p>
<p><strong>• • •</strong></p>
<p><strong> </strong><strong>PAULO SILAS</strong><br />
no <a href="http://buzznet.blogspot.com/2007/07/os-melhores-e-alguns-dos-piores-textos.html" target="_blank">Buzz!</a></p>
<p><em>É espantoso observar como Leone escreve para o leitor e não para o escritor. As palavras fluem como água em profunda correnteza. Se realmente não há nada de novo nesses textos? Então, perdi parte do meu tempo nos últimos três anos deixando de acessar o seu blog.</em></p>
<p><em>Diferente de outras obras, “Os melhores – e alguns dos piores &#8211; textos de Branco Leone” não leva a uma viagem de reflexões constantes, somente em alguns momentos onde é preciso pensar maduramente. Por outro lado, uma dúvida imortalizou toda a minha leitura: são histórias verídicas? Afinal, a veracidade do conteúdo seria considerada uma “comédia da vida privada”. O fim da suspeita aconteceu após entrar em contato com Leone, que revelou: “a esmagadora maioria é. No mínimo, tiveram origem em algum fato, mesmo que depois a literatura as tenha distorcido em causa própria”.</em></p>
<p style="text-align: center;">* * *</p>
<p><strong>SEM O INCRÍVEL EXÉRCITO</strong><br />
Primeira fonte &#8211; <strong>Adelaide Amorim</strong><br />
20jun2007</p>
<p><em>Branco Leone é um blogueiro típico da melhor estirpe. Cheio de um humor às vezes cáustico, mas ocasionalmente cândido, dono de uma escrita irônica, faz um texto enxuto, direto e gostoso de ler. Coisa de leitor bem equipado, crítico e maduro. Identifica no cotidiano e na realidade deste país personagens e fatos dignos de boas crônicas, algumas das quais estão num livro chamado Os melhores (e alguns dos piores) textos de Branco Leone.</em></p>
<p><em>Se os piores textos dele estão nesse livro, não sei. Mas se estão, é sinal de que seus textos têm sempre um padrão de qualidade acima da média. São crônicas em bom estilo, que conseguem falar de gente comum sem vulgarizar o tema, e até com um laivo de compaixão, como em “Lelé” e “José”. Podem fazer rir muito, como em “Poltergeists”, “Rivoltril”, “Picrato de Butesin”. Há frases que lembram muito o estilo de Millôr Fernandes pelo timing, sem perder a originalidade e a marca do autor.</em></p>
<p><em>O livro não é novidade. Muita gente boa faz da rede veículo para seus textos, e o objetivo – ou o sonho – da maioria é mesmo ter um ou mais livros publicados. A diferença é que Branco criou para isso uma infra-estrutura alternativa – escreve, edita e produz seu próprio trabalho –, além de promover a comercialização de seus produtos através do site Os Viralata.</em></p>
<p><em>Não contente, ele promove também livros de outrem. Sentindo na carne os problemas do escritor alternativo, desamparado da grande mídia, órfão do sistema editorial, leva títulos alheios para seu site de vendas. Não que Branco Leone possa ser considerado um rapaz bonzinho. A alma é grande para ficar nisso. Mas é, com certeza, um cara antenado, que resolveu contribuir na medida de suas possibilidades para preencher uma lacuna do setor. Em vez de ficar adorando o próprio umbigo entronizado, dá uma mãozinha a quem sofre desse mal que também o afeta – falta de apoio e meios adequados para divulgar e comercializar o próprio trabalho. Um bom exemplo para quem dispuser de meios e tempo para tanto.</em></p>
<p><em>Indo além do codinome blogueiro, chega-se ao verdadeiro personagem dessa história: Albano Martins Ribeiro, em cujo site, numa crônica de apresentação, ele conta em sua “história de letras” que aprendeu a ler sozinho aos quatro anos. Em vez de virar um acadêmico ou pesquisador carrancudo, preferiu curtir a escrita. E encerra sua apresentação com um trecho a um tempo esclarecedor, visceral e escatológico:</em></p>
<p><em>“E eu sigo escrevendo. Quando posso, quando tenho vontade, quando não dá pra ficar sem. Assim como cagar. E tanto numa quanto noutra necessidade, o papel tem tido a mesma importância, a mesma função, e eu tenho com ele o mesmo cuidado.”</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Albano já fez teatro, tem participações nas revistas Germina, Quarteirão Paulista e na Entre Livros; no jornal Entre Lagos, de Brasília, no Jornal de Poesia e mais não sei, mas pode ser perguntado. Além do que está no blog/livro, li alguns textos da Germina, assinados por Albano. À primeira vista percebi uma escrita madura, toques rodriguianos e uma inequívoca empatia com seus personagens. Acho que vale a pena conhecer, além da prosa, os poemas do autor.</em></p>
</td>
</tr>
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