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É preciso ter um caos dentro de si para criar uma estrela que dança
Daniel Lopes
Romance

Ano 2008
Edição do autor (1ª)/ 120 p.
Formato 14 x 21 cm
encadernação lombada quadrada
ISBN não tem

preço: R$ 20,00
(mais frete nacional por Carta Registrada R$ 4,75)

Total: R$ 24,75

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o autor Daniel Lopes entrevista Daniel Lopes

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sobre o livro

Dentre outras coisas, este livro é um hino à amizade e uma celebração à comunicação estética entre os seres humanos, que também costumamos chamar de Arte.

Maninho, o narrador e personagem central da história, é um cara prestes a completar dezoito anos, que vive dividido entre dois mundos: um em que sonha, em breve, tornar-se jogador de futebol profissional, escritor, fotógrafo, músico, pintor, um cara que se dá bem com as mulheres e com a vida; o outro mundo, o real, é bem menos promissor. Nele, Osman é um jovem feio, abandonado pelo pai, que vai mal na escola e não consegue fazer uma pestana, que foi dispensado no teste do time de futebol do supermercado Barateiro e que vive às voltas com as drogas e o álcool. Neste mesmo mundo real, Osman, um cara até legal, é desprezado. Desprezado não, ignorado pelas mulheres. Isso dói. Dói muito, ainda mais quando se tem um melhor amigo, como Théo, que se dá bem em tudo o que ele fracassa, principalmente com as mulheres.

Quanto à linguagem, é solta e despojada, lembrando por vezes certos lances do futebol. A própria divisão do livro em apenas dois capítulos (Vira 16, Acaba 32) lembra os dois tempos que a molecada usa nas peladas de rua.

Outra aproximação possível de ser feita no âmbito da linguagem é relacioná-la ao som simples e cru das garage bands da década de 60 e dos punks dos anos 70. A música, aliás, transpassa toda a obra. Se fosse pintura, poderíamos dizer que o som é como uma imensa diagonal cruzando a tela. Na boa, estão lá as referências a ícones da cultura pop como The Beatles e Elvis Presley. Estão lá as referências a bandas excelentes e esquecidas como The Moody Blues e Blue Oyster Cult. Estão lá as referências a coisas tão díspares quanto o reggae de um Gregory Isaacs e a música louca de um Erik Satie. Sem preconceitos. Sim, e a música brasileira também está lá, representada pelo pessoal do Clube da Esquina, Fagner, Hermeto, Taiguara e pela própria banda da qual Osman acaba fazendo parte.

Este livro é a história de um ser humano desesperado, lutando contra seus próprios limites e contra os limites impostos pelo mundo. Em muitos momentos a própria pontuação segue esse desespero. Quanto mais Maninho insiste, quanto mais se esforça para transformar a si mesmo e ao mundo que o cerca, mais as coisas dão errado, mais as mãos visíveis e invisíveis o empurram para baixo. Osman grita “sim”; o mundo, suave e cinicamente, responde “não”.

Contudo há um momento em que os dois mundos do Maninho se fundem e o leitor fica sem saber o que é sonho e o que é realidade. Por um lado isso é bom para o nosso protagonista, pois ele pode vestir tranqüilamente sua armadura, pegar no banheiro de casa seu cavalo e fazer algo de grande com sua vida: buscar pão na padaria. Por outro lado existe o problema de que, a qualquer momento, o sonho pode se transformar em pesadelo com pedaços de seu corpo caindo pelo chão, ou com as paredes de seu quarto se fechando para espremê-lo.

É preciso ter um caos... é um livro que nos pega muito mais pelo coração que pela cabeça, muito mais pelo sentimento que pela razão, muito mais pelo sonho (e como sonha esse Osman!) que pela realidade. E não é essa mesma uma das características da ficção? Ser um sonho, algo imaginado, capaz de rachar o concreto e mudar o mundo real?

Não, o que segue não é uma auto-entrevista. Mesmo correndo o risco de suscitar dúvidas, preferi esse título a “Entrevista com Daniel Lopes” - porque nesse caso, ainda pior, pensariam de início ser uma entrevista que eu concedi em algum lugar.

O fato é que eu – Daniel Lopes, blogueiro do Piauí – fiz uma pequena entrevista por e-mail com o Daniel Lopes paulista, blogueiro também, mas escritor profissional que acaba de lançar o primeiro livro, distribuído pelo selo Os Viralata – É preciso ter um caos dentro de si para criar uma estrela que dança.

Em momento desarrazoado, Daniel chama este Daniel de crítico – logo ele (ou seja, eu), que não entende nada do que os críticos escrevem. Fora isso, está tudo OK.

*

1) Em seu livro, Maninho, o personagem principal, bem como a maior parte dos outros, é alguém recém-entrado na adolescêcia. Na verdade, o romance todo é uma crônica sobre a juventude. Então me fala um pouco das tuas influências. Você foi sempre de ler sobre o tema da infância/adolescência, ou escreveu esse romance na contra-mão das leituras que sempre fez?
Essa sua pergunta tem vários aspectos importantes. Vamos por partes, como diria Jack. Na verdade, esse livro integra uma trilogia intitulada Travessia. O protagonista vai ser retomado um pouco mais velho em outros dois livros. Contudo você tem razão, trata-se mesmo de um romance de formação e é clara lá a influência de J. D. Salinger, da Beat Generation, de Saint Exupery, de John Fante, de José Mauro Vasconcelos e de Céline. É que eu acho essa a fase mais importante na vida de um indivíduo, pelo menos pra mim foi. É na adolescência que tomamos contato com a dor e temos consciência racional dela. Na infância também temos contato com a dor, mas é uma percepção mais física. Na adolescência não, nós já sabemos um pouquinho das coisas e aí é difícil lidar com a primeira paixão não correpondida, com os primeiros foras, com os fracassos, com o primeiro amigo morto e inchado dentro de um caixão. Depois, na vida adulta, já estamos mais caleijados, ou mais cínicos, todavia ninguém tem culpa, cada um tem que se defender como puder, não é?

2) E parece que com o tempo também passamos a ler coisas piores, digamos, de Monteiro Lobato a Nora Roberts. Mas enfim. Há vários fatores que concorrem para que o brasileiro adulto leia menos do que um recém-nascido do Timor Leste, sei lá, mas eu acho que grande parte da culpa é de como se ensina literatura e português nas escolas. Pelo menos em minha experiência, a função dos professores de literatura parece ter sido sempre fazer com que os alunos não gostassem de ler. Eu sei que você mesmo é professor, então não leve pro lado pessoal. Quero saber: você se tornou escritor apesar dos professores de literatura? Ou tem alguma professorinha gente boa que você gostaria de lembrar nessa entrevista tão importante, que está sendo lida por milhões de brasileiros? Não chore.
Sei que o que vou dizer vai ofender um bocado de gente, mas o grande problema é que a maioria das pessoas, professores de literatura, alunos, ou qualquer um outro, não gosta de literatura. Afinal de contas vivemos numa sociedade utilitarista, na qual todas as coisas têm que ter uma função, um porquê, gerar algum lucro, ou qualquer coisa assim. E qual é a função da literatura? Nenhuma... arte é algo inútil. Todo artista que se preze é um cara que só tem mais um monte de perguntas e nenhuma resposta. Ora, as pessoas já estão cheias de dúvidas, não querem saber de mais nenhuma questão, além das delas mesmas. Por isso procuram a religião e seus dogmas. O que elas querem é moleza, as pessoas. Não querem se debater, sofrer, ter dúvidas, orar, blasfemar. A desgraça é essa mania de ficar inventando utilidade pras coisas. Os professores, por exemplo, acham que literatura vai fazer o cara pensar melhor, escrever melhor, se tornar um cidadão melhor. Mas não tem nada disso. E esse negócio de os outros países lerem mais, também é muito relativo. O que é que eles estão lendo? E será que estão entendendo mesmo o que lêem? Meu irmão mais velho, por exemplo, é engenheiro com mestrado na Unicamp e Doutorado nos E.U.A. Sem dúvida é um cara que sabe ler, mas vai falar pra ele de literatura e essas lorotas todas. Os caras querem é grana, mulher, fazer umas caridades e ir pro céu depois de morrer. Não querem saber de ficar cutucando o que está quieto. Sei lá... os livros estão aí, o máximo que os professores podem fazer é dar uns toques. Acho que a coisa toda já está lá dentro do cara, depois os livros vão aparecendo, uma coisa puxando a outra. Agora que essa literatura ministrada no ensino médio é uma merda, lá isso é. Mas de quem é a culpa? Dos professores? Ou de um país que tem escritores medíocres como José de Alencar, Casimiro de Abreu, Joaquim Manuel de Macedo e tantos outros? Os livros são ruins mesmo, fazer o quê? A culpa é de quem os escreveu e os elegeu para cânone, não dos professores que mal conseguem abrir a boca no meio da bagunça que é uma sala de aula hoje em dia.

3) Certa vez, no jornal Rascunho, li um escritor e professor defendendo que dar Machado de Assis para um moleque de 15 anos é querer que ele não pegue num livro nunca mais. Esse mesmo professor defendia que se adotassem nas escolas, não apenas autores nacionais, mas nomes como John Fante e Franz Kafka, principalmente antes do Ensino Médio. Que você acha da proposta?
Acho pertinente. Mas isto teria que ser acompanhado também por uma mudança na estrutura dos vestibulares. Quanto ao lance de lermos autores de outros países, eu penso que todo nacionalismo é ufanista e se o livro é bom tem que ser lido. É incrível que hoje, em pleno século XXI, o nosso país ainda esteja discutindo identidade nacional em literatura. Veja bem, a Argentina, por exemplo, superou essa questão já no século XX com Borges e Cortázar. Você percebe que a alma argentina está lá nos textos, mas esta não é a questão principal, esse não é o projeto estético, ou qualquer coisa assim. Eles miram em algo mais profundo e universal... e acertam. Quanto à literatura destinada ao ensino médio, de minha parte, eu prefiriria que o meu livro fosse adotado como paradidático. Ia vender bem pra caramba. Rsrsrsrs.

4) Mas voltando à suas influências. Você citou dois nomes que muito me interessam. Salinger e Fante. Queria saber tuas impressões do Apanhador... (The Catcher in the rye) e, se possível, de Pergunte ao pó (Ask the dust), do Fante, embora eu considere 1933 foi um ano ruim seu melhor livro; mas vamos ficar com os mais célebres.
Acho que esses dois escritores são fundamentais na minha formação. E o meu livro bebe sim dessas fontes. Em se tratando de Fante, eu nem sequer procuro estabelecer uma distinção entre melhor e pior, simplesmente porque gosto de tudo. 1933... é mesmo lindo e The Catcher, do Salinger, é outra porrada, já li três vezes e estou ensaiando ler a quarta. O problema desse livro, e sei que você já tratou disso, está na tradução; talvez nem seja culpa dos tradutores, mas o livro perde muito quando vertido para o português. Por isso acredito que a solução, para quem estiver interessado, é se esforçar um pouquinho mais, mesmo os que têm dificuldades, e encarar o livro no original. Contudo há também outros escritores que me ajudaram a compor o livro. Um deles, eu tinha até esquecido de citar anteriormente, é o José Lins do Rêgo, de Doidinho e Menino de Engenho, o outro é José Mauro de Vasconcelos. Também tem uma influência lá de autores como Borges, Cortázar, J.J. Veiga e Murilo Rubião, só que eu procurei dar aos elementos do "fantástico" pinceladas mais humanas e sentimentais - no fundo sou um romântico. Gosto muito do Borges, gosto mesmo, mas às vezes me irrito, porque ele é cerebral demais, falta algo mais humano. Acho que isso é o que escapa para muitos autores do Realismo Mágico, ou fantástico, ou maravilhoso, ou qualquer outro nome que se queira dar, o lado humano... corriqueiro. Tentei essa aproximação no meu texto, agora, se consegui só Deus sabe. É fácil identificar possíveis falhas no texto dos outros, difícil é superar essas falhas e outras que você possa ter nos seus próprios escritos. Escrever é a coisa mais difícil do mundo. Escrever bem então, nem que seja pra você mesmo, é quase um milagre, mas um milagre conseguido com muito sangue, muito suor e muita dor. Pelo menos comigo funciona assim. A leitura pode soar fácil, mas vou te contar um negócio, é um leão por linha. É por isso que eu admiro o Guimarães Rosa também, embora ele não tenha nada que ver com esse livro, o cara consegue escrever um livraço de quinhentas páginas onde cada palavra, cada linha, abre para quinhentas revelações diferentes. Dá até raiva. Bom... pelo menos estou vivo, né?

5) Quais nomes da nova literatura brasileira, estejam eles nas grandes editoras ou nas pequenas, você gostaria de ver todo mundo lendo? Além do seu próprio, claro. Olha, não sei se já te falei, mas tenho uma política quanto a isso. Não gosto de ler autores vivos. Quero até ler o Coetzee, de que você tanto fala, mas estou esperando ele bater as botas primeiro. Sei lá, não me sinto bem com escritores vivos. Entretanto, gostaria de ver o pessoal lendo a Márcia Barbieri, ou a Silvana Guimarães. Quanto a esses caras que estão escrevendo hoje no Brasil, pelo menos desses que a gente houve falar os nomes, eu acredito que é tudo uma grande panela, como tudo o mais nesse país. São sempre os mesmos nomes, e você vê que eles adoram posar de escritores para as fotos. Essa é a pior parte de escrever, na minha opinião, ter que divulgar a coisa. Só que parece que os caras gostam disso. Tudo pra eles é uma discussão, cada um se achando mais inteligente, mais culto, mais bonito, mais sensível que o outro. Escritor é bicho muito chato, por isso que eu não dou moleza pra eles. E tem mais, se você for ver bem, até esses aí que estão ganhando bolsa da Biblioteca Nacional e essas outras bolsas todas são sempre os mesmos. Formaram a panela e não deixam ninguém de fora entrar. Vou falar pra você, eu bem que gostaria de que todo mundo lesse as minhas histórias e as achasse mesmo boas, mas se o preço pra isso é ter que ir a esses bares de escritores e intelectuais, à Fnac e etc... então vou ficar sem ser lido mesmo, não tem como, essa raça é chata demais. Prefiro ficar aqui pela periferia. De vez em quando dou um livro para algum moleque, porque vender é difícil mesmo, e ele lê e depois a gente toma cerveja e troca idéia.Tem meninos e meninas que gostam, outros não gostam, mas eu pago a cerveja e eles mentem pra mim e todos ficamos contentes. Esse negócio das pessoas dizerem que gostam da sinceridade é tudo mentira, elas querem mesmo é que você fale bem delas. Querem ser amadas, respeitadas e elogiadas, as pessoas, que mal há nisso? Mas inventaram a tal da sinceridade e aí todo mundo ficou fodido.

6) Quanto ao seu gosto por ler apenas autores falecidos, depois te passo o nome de um psicólogo muito bom que conheço, hehe. Mas enfim. E a crítica literária, hem? Li recentemente críticas a nossos críticos, dizendo que há muita bafejação. Falta profissionalismo aos críticos?
Depois me passa o nome do psicólogo, estou precisando mesmo. Quanto à crítica, o que eu acho é o seguinte: hoje os críticos e escritores são muito amigos e aí fica difícil desancar o texto de um parceiro. E eu acredito mesmo que um livro e uma crítica não valem uma amizade. Entretanto se você parar e observar a fundo, verá que estão surgindo, sim, críticos imparciais. Tem você, que é um cara jovem e sério, tem o Manuel da Costa Pinto, que também é bom. Agora, os dois grandes críticos brasileiros, ou que escreveram no Brasil, são Anatol Rosenfeld e Otto Maria Carpeaux. O Antonio Candido é sabido, mas aquela história de literatura e sociedade, função social da arte e essa coisa toda não é muito do meu feitio. E os irmãos Campos quando vão fazer uma crítica, parece que ficam mais preocupados em demonstrar sua própria sabedoria e erudição, em detrimento da análise do texto.

7) Pra quando é o resto da sua trilogia? Você ainda está escrevendo ou já escreveu os dois outros volumes?
Então, já comecei duas vezes o segundo volume, mas acabei desistindo. Agora é a terceira vez que estou escrevendo e parece que a coisa engrenou. Penso em lançar esse segundo volume em 2009, provavelmente no segundo semestre e o terceiro em 2010. Escrevo até rápido e poderia lançar antes, mas gosto de deixar o texto descansando um pouco na gaveta e depois gosto de dar pelo menos umas oito revisadas, consertando as partes que estão estranhas, fora de lugar, inserindo algumas coisas, cortando outras. É a fase de acabamento que, se não for bem feita, bota todo o trabalho a perder. Mas tem o seguinte: pretendo lançar outros dois livros, que já estão prontos, o mais rápido possível. Um deles é uma coletânea de contos, intitulada Pianista Boxeador, o outro é um romance chamado Os fumantes do lado de fora do hospital. Também tem o trabalho da minha esposa que ela pretende colocar à venda até o final do ano, é uma coletânea de contos chamada Enquanto a lona cai. Temos que ir com calma, porque você sabe que a nossa produção é independente, e toda a grana pra botar o livro no mundo sai do nosso bolso. É cada maluco nesse mundo, né? Esses dias tentei explicar ao meu pai porque eu escrevia, mas ele não entendeu de maneira alguma. É algo que dá um tremendo trabalho, não dá lucro algum (muito pelo contrário), te faz sofrer um bocado, e embora não haja sensação melhor do que a de um dia de boa escrita, poucos dias depois, esse mesmo texto que você achou genial, pode te parecer um lixo e você volta pro fundo do poço. Sei lá de onde vem essa sina, mas, quanto à trilogia, assim que estiver pronto o segundo volume, mando pra você, se você quiser, antes mesmo de mandar pra editora.

8) Vou cobrar. Agora, pra finalizar, tenha a bondade de me agradecer pela entrevista, elogiar meu blog e dizer que o prazer foi todo seu, hehe.
É verdade, xará, a rasgação de seda não podia mesmo faltar. Vamos lá com isso. Parabéns pelo seu nome, é nome de gênio, hein! Parabéns pelo seu blog e pelos textos lúcidos e sábios que você escreve. Nem dá pra acreditar que você só tem 24 anos, com essa idade eu ainda estava aprendendo a rabiscar meu próprio nome. Muito obrigado pelo espaço e pela entrevista, espero que gostem. Força e fé na caminhada, Daniel. Quem mais ler isto, e gostar de literatura, e porventura um dia aparecer em São Paulo e quiser colar no meu barraco, o Endereço é Rua Manoel Paschoal, 17A, Itaim Paulista. A casa está sempre de portas abertas e a qualquer momento a gente pode ir ao mercado comprar uma carne, o carvão e as cervejas indispensáveis. Abraços fortes em todos e até a próxima.